Antes de comprar ou alugar um grupo gerador, existe uma etapa que define o sucesso de toda a operação: o dimensionamento.
É ele que determina qual equipamento a sua operação realmente precisa: nem maior do que o necessário, nem menor do que o risco exige. Sem esse cálculo, qualquer escolha é baseada em achismos, o que traz um custo alto no final.
Se você ainda não sabe como dimensionar um gerador de energia elétrica corretamente, este guia explica o processo do início ao fim.
O ponto de partida é a sua operação.
Antes de avaliar qualquer equipamento, é necessário responder três perguntas fundamentais:
O cálculo de dimensionamento começa com a soma da potência de todos os equipamentos que serão conectados ao gerador, seja de forma isolada ou simultânea.
A fórmula base é:
Potência (W) = Tensão (V) x Corrente (A)
Para facilitar a conversão entre unidades:
1 CV = 750 W
1.000 W = 1 kVA
Nas placas dos equipamentos que serão conectados ao gerador, você encontra as informações necessárias para o cálculo:
Corrente nominal (In)
Potência do motor (CV)
Relação entre corrente de partida e corrente nominal (Ip/In)
Tensão nominal (V)
Aqui está o detalhe técnico que mais compromete dimensionamentos feitos sem critério: equipamentos indutivos, aqueles que possuem motor para operar, como compressores, bombas, betoneiras, gruas e sistemas de climatização, exigem até quatro vezes mais energia no momento da partida do que em regime de operação normal.
Isso significa que, ao calcular a potência necessária para esses equipamentos, o valor nominal precisa ser multiplicado por quatro para capturar o pico de partida corretamente.
Ignorar esse fator é um erro muito comum, e o que mais causa falha de gerador em pico de carga.
Equipamentos resistivos, como chuveiros elétricos, televisores e aquecedores, não apresentam esse comportamento. O valor nominal é o valor real de consumo, sem multiplicador.
Após somar a potência total de todos os equipamentos, o resultado não deve ser usado como referência exata para a escolha do gerador.
A prática recomendada é acrescentar 25% sobre o total calculado. Essa margem garante que o equipamento não opere no limite da sua capacidade, o que compromete a durabilidade, aumenta o consumo de combustível e eleva o risco de falha.
Uma operação que exige 80 kVA, por exemplo, deve considerar um gerador de pelo menos 100 kVA para operar com segurança e eficiência.
Nem tudo que está ligado à rede precisa estar ligado ao gerador.
Em situações de uso emergencial, o primeiro passo é separar os consumidores essenciais (cuja interrupção causa prejuízo direto, risco à segurança ou comprometimento da operação) dos não essenciais.
Essa separação reduz significativamente a potência necessária e, consequentemente, o custo do equipamento. Em alguns casos, ela é o que torna viável a solução de backup sem superdimensionar o investimento.
Para operações em que a energia elétrica é utilizada de forma constante e com alta demanda, a indicação são grupos geradores a diesel de maior porte, mais robustos, com maior eficiência em regime contínuo e custo operacional menor ao longo do tempo.
Além da potência, outros fatores precisam entrar na análise antes de definir o equipamento:
A Gerapro realiza o dimensionamento técnico antes de qualquer proposta comercial. Fale com um de nossos especialistas e descubra qual equipamento o seu negócio realmente precisa.
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